Dentre as dezenas de Kombis perfiladas em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, neste domingo (8), uma chamava a atenção pela cor exclusiva, sem se repetir em nenhum outro exemplar exposto no local. “É o mesmo tom de pitura da versão alemã da década de 1960”, explicou o proprietário Marcelo Pereira, 50.
O Dia Mundial da Kombi comemorou nesta edição os 70 anos da Velha Senhora (confira o vídeo do evento). A Kombi do colecionador tem quase isso: 58 anos. Ela é de 1962, produzida na primeira fase da modelo, quando ainda não havia o vidro traseiro. Foi a participante mais antiga do DMK 2020 de Curitiba.

Marcelo adquiriu a relíquia há três anos, ainda numa pintura branco e cinza. Estava em bom estado de conservação, mesmo assim levou um ano de restauração para deixá-la no atual estágio.
Manteve a originalidade dos bancos, tapeçaria e elétrica. Contudo, mexeu na suspensão, rebaixando um pouco. Já o motor é um adaptado 1.3, de 50 cv, que já estava no veículo quando comprou.

Meio de transporte para o trabalho
A Kombi exclusiva costuma ser o meio de locomoção do médico Marcelo para a sua clínica de Urologia em São José dos Pinhais. Apesar de encantar os visitantes do DMK 2020, o modelo não foi o que mais despertou a paixão do dono, que já teve 10 exemplares do Volkswagen.


“A minha preferida foi um exemplar 1975, toda original, de um único dono. Acabei vendendo e hoje ela está na Nova Zelândia”, diz o doutor, que tem na garagem outra do mesmo ano com teto solar.
Ele tem na coleção ainda uma 1960, com motor 1.200, e outra mais antiga, de 1959, em fase de restauração.